3 Nov 2011, 12:19

Texto de Carolina Vaz-Pires

Praça

A Casa Aberta oferece uma viagem aos 4 cantos do mundo

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A Casa Aberta, na Foz, é uma cafetaria e uma loja invulgar, onde há produtos gourmet, roupa, artesanato e peças de autor de todos os continentes.

Casa Aberta

Fotos: Carolina Vaz-Pires

Procura um sítio para almoçar, tomar café ou reunir? Na Foz do Douro, há. A funcionar desde 2008, a Casa Aberta, que fica na Rua Padre Luís Cabral, 1080 e nasceu pelas mãos de Diogo Baldaque, filho da estilista Anabela Baldaque, é um must no que toca a locais a visitar naquela freguesia portuense.

Apesar de ter cursado Gestão, o facto de estar desempregado fez com que Diogo quisesse iniciar este projecto. Tudo começou nas viagens que fez com a mãe. O desejo “consumista” de querer objectos lá de fora foi um dos motivos para que a Casa Aberta mostrasse um pouco de todos os continentes. À primeira vista, consegue-se sentir um pouco da Ásia, África, América e Europa nas peças que estão espalhadas um pouco por todo o lado.

Mas, também há lugar para artigos portugueses, desde peças de artesanato a produtos gourmet, como azeites, conservas, doces ou licor de ginja.

Entre as peças artesanais, estão o pião de madeira e a pandeireta de Braga, sem esquecer o Santo António de barro pintado com cores vivas. Alguns designers, como por exemplo Ana Branco, têm peças à consignação neste espaço.

T-shirts, jóias de prata, relógios Casio, bonecos e até mesmo uma bicicleta estão à venda na Casa Aberta. O intervalo de preços é como a oferta, amplo: vão de 50 cêntimos aos 500 euros. É possível personalizar pins: cada um fica a 1,50 euros; 10 ficam a 10,50 euros, com 3 pins de oferta).

Três áreas distintas

A área exterior, que é bastante acolhedora, tem bancos de cortiça em forma de cubo. A interior está dividida em 2 partes, a cafetaria e a área envolvente – onde podemos encontrar as peças das mais variadas origens e feitios, espalhadas por pequenas mesas, estantes e cabides.

“O ambiente na Casa Aberta é quase como o que se passa lá em minha casa”, diz-nos Diogo, orgulhoso do seu projecto. Tirámos “a prova dos 9”: a atmosfera é relaxada. Ao som de soul, bossa nova ou jazz (“Your Love is King”, de Sade, era o que se ouvia quando a Praça visitou a Casa Aberta), pode-se tomar café com direito a açúcar, adoçante, uma Gorila de mentol e um mini copo de água, tudo servido num tabuleiro de metal e a 90 cêntimos.

Apesar de a Foz não ter tanto movimento como a zona da Baixa, Diogo Baldaque afirma que não trocava este sítio por qualquer outro. “Há quem venha das Antas para aqui para almoçar numa hora” revela-nos Diogo. A ementa tem como base pratos frios e rápidos mas, a pedido de alguns clientes habituais, foram introduzidos 2 pratos quentes por semana. Se optar por um menu mais light, pode provar as sandes ou saladas de mozzarella ou rosbife a preços que não ultrapassam os 5 euros.

Para o lanche, pode optar por café com natas e uma tosta mista por 3,70 euros ou um chá com scones (4,40 euros).

No futuro, Diogo espera prolongar o horário da Casa Aberta até às 2h, mas, para já, continua a apostar em Happy Hours, que trazem sempre muitos amigos, vizinhos e casa cheia.

“Quem vem cá uma vez, volta sempre” por isso, Diogo despediu-se a dizer: “Sempre que quiseres, Casa Aberta!”