17 Jan 2011, 20:24

Texto de Pedro Rios

Comes & Bebes

A Bugo Art Burgers leva os hambúrgueres muito a sério

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A funcionar na Rua Miguel Bombarda desde Dezembro, o Bugo Art Burgers define-se como uma “hamburgueria de autor”, que transforma os hambúrgueres em objectos culinários de luxo. Vão uns hambúrgueres comidos com pauzinhos?

Bugo Art Burgers

São hambúrgueres, mas qualquer semelhança com a imagem que temos dessa rodela alimentar – para sempre afectada pelas cadeias de comida rápida – fica-se por aí. A Bugo Art Burgers, aberta na zona pedonal da Rua Miguel Bombarda, no Porto, desde Dezembro passado, define-se como uma “hamburgueria de autor”, que transforma os hambúrgueres em objectos culinários de luxo.

Olhemos para o cardápio para confirmar a tese. Ao almoço (menus entre os 6,80 e os 10 euros), há hambúrgueres de frango do campo, opções vegetarianas com grão ou feijão preto e o hambúrguer clássico, servido com cebola roxa grelhada e batatas fritas. Nos molhos, podemos experimentar, por exemplo, regar o petisco com molho de cebola confitada em Vinho do Porto e Queijo da Serra amanteigado.

À noite (preço médio: 25 euros por pessoa) as propostas são mais arrojadas e vão de um “sortido oriental” (6 mini-hambúrgueres comidos com pauzinhos, como se de uma iguaria oriental se tratasse) a hambúrgueres de picanha, bacalhau (acompanhado de açorda de coentros) ou salmão (com caviar de Vinho do Porto, numa piscadela de olho à cozinha molecular).

Obrigado, Nova Zelândia

A Bugo Art Burgers é uma aventura da lisboeta Catarina Duarte, do portuense José Gabriel Costa e do holandês Patrick Jongenelen. A ideia surgiu numa viagem à Nova Zelândia. Catarina, que, curiosamente, não é “grande apreciadora de carne de vaca”, e José apaixonaram-se pelas múltiplas hamburguerias que viram no país.

Regressaram a Portugal em 2008 com uma ideia na cabeça: abrir uma hamburgueria de qualidade, um nicho de mercado por explorar no Porto, dizem. O espaço do antigo restaurante Guernica estava livre e, juntando o útil ao agradável, decidiram associar o projecto à dinâmica artística da zona.

“Esta rua tem muito potencial para crescer”, diz Catarina. “Gostávamos que viessem mais sítios para aqui”. A experiência está a correr bem: “as pessoas olham para a ementa, ficam surpreendidas e gostam. E voltam”.

A Bugo está aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h30 às 24h. Ao sábado não abre ao almoço.

  1. Rui Ferreira says:

    Parece-me uma péssima opção não abrir no almoço de Sábado.
    O conceito é engraçado mas é preciso mais que isso para pagar 25EUR num jantar de hamburgueres. Certamente irei experimentar, mas nunca num jantar por esse preço. Terá que ser ao almoço, que sem ser ao Sábado se torna complicado.

  2. leandro silva says:

    pois realmente de almoco para o jantar vai mt diferenca, quer dizer n abrem ao sabado a hora de almoco mas depois ficam abertos tds os dias ate a meia-noite?? tem mais clientes depois das 23 horas do que num sabado ao almoco? e tambem vou pagar 25 euros para comer com pauzinhos? ou entao pela acorda (que n e nada mais nada menos que pao agua e coentros).

  3. João says:

    Pois eu já fui jantar lá várias vezes e por muito menos de 25€ e muito bem! E a açorda é óptima! quem ainda não experimentou devia ir lá primeiro antes de criticar. Não percebo pessoas que criticam sem conhecer primeiro. E também fui almoçar lá ao sábado no dia das inaugurações. Precisamos é de mais pessoas que arrisquem em coisas novas!

    • Mariana Pedroso says:

      Sim, realmente primeiro tem que se experimentar para depois poder criticar. Eu já fui e também gostei bastante. Pratos bem servidos e interessantes. Preço adequado ao produto. Gostei, vou voltar.

  4. Ana Mendes says:

    fui lá almoçar ontem e estavam abertos com o menu de jantar disponível. Comemos muito bem, fiquei satisfeita! Também só consigo ir sábados ao almoço mas pelos vistos estão abertos. Com entrada e sobremesa e ficou por menos de 20€… mas não bebemos vinho, só cervejas e refrigerantes. Gostei, é um espaço muito agradável!