13 Mai 2013, 17:41

Texto de

Opinião

Turistolândia

Faz falta uma política que não seja apenas orientada para ''o que está a dar'', para o negócio e para ''vender'' a cidade tipo fast food a quem nos visita.

A Ribeira suja, velha e ruidosa, a Sé da pobreza escondida e a Vitória ou a Miragaia desconhecidas, viram-se ao espelho pelo olhar dos turistas. O Porto, cidade cheia de orgulho bairrista e de um saudável regionalismo na forma como se amarra ao Minho e ao Douro, estava, ainda há poucos anos, pouco convencido da sua beleza, num tempo em que esta era confundida com a presença de castelos e palácios. Outros, desde fora, viram o encanto da cidade sem castelo e sem grandes palácios, viram-na sua autenticidade (seja lá o que isso for!) e consideraram que estavam perante uma complexidade tão apaixonante não devia ser apenas dos portuenses, pois que tinha qualidade bastante para ser Património da Humanidade.

Nessa mudança, muito mudou por dentro, num continuado despovoamento, na degradação e abandono dos prédios, na decadência e encerramento de lojas comerciais, por certo a par de várias resistências e muita resiliência. Mas enquanto isto sucedia desde dentro da cidade, esta mudou sobretudo de fora para dentro, quando se passou dos raros voos charter e quase sempre com ligação a Lisboa aos muito frequentes low cost para muitos destinos europeus. Aos turistas, cada vez mais interessados por cidades e menos apenas pelo sol e praia, somaram-se os muitos estudantes de ensino superior, da região, mas também de vários lugares da Europa e do Brasil, assim como os homens de negócios, os investigadores e conferencistas, entre os muitos que estão ocasionalmente entre nós. Eles explicam a multiplicação de hotéis, hostels, guesthouses, os bares, os restaurantes, os cafés-esplanadas e todo um comércio “neotradicional”.

É esta uma história de sucesso? Sim e não! Depende do que vemos como sucesso; depende seguramente do que queremos para a nossa cidade. Entre nostalgia e voluntarismo progressista, sou dos que aprecia a mistura e diversidade.

Sou também dos que acham que apenas “o mercado” não é solução para nada. Por isso, faz falta – tem feito muita falta – uma política que não seja apenas orientada para “o que está a dar”, para o negócio e para “vender” a cidade tipo fast food a quem nos visita, nisto muitas vezes subalternizando todos os demais, designadamente os residentes mais velhos, mais pobres e há mais tempo.

Vem isto a propósito da “turistificação”/”gentrificação” do quarteirão das Cardosas (que mereceu reprimenda do ICOMOS e coloca uma nódoa na distinção de Património da Humanidade), das reabilitações elitizantes que produzem apartamentos a €2.000,00 o metro quadrado em casas (que eram) antigas, agora pintadas de cores garridas e com interior modernaço, que mantêm do antigo apenas… as pedras da fachada? Vem isto a propósito de tantas outras coisas, que não param no centro histórico (incluem o Aleixo, por exemplo), nem param na margem direita, porque são feitas também de cestinhas pelo ar, shoppings de restauração a barrar a ligação da cidade com o rio, ou megahotéis para muito ricos. Vem isto a propósito ainda de autocarros, hop on e hop off, tuk tuks e segways, falsos comboios, barcos rabelos a motor ou filas à entrada de ícones diversos (incluindo cafés e livrarias).

Turismo de mais? Talvez! O que é a mais e a menos? Para quem? Ou falamos não de quantidade, mas da qualidade do turismo que queremos, a pensar antes de mais em que reside e depois em quem visita?

A mim, agrada-me ver a cidade com gente, gente diversa e não apenas residente. Gosto de saber que uma parte do emprego e da riqueza dos portuenses resulta da imagem e do ambiente que a cidade oferece, atraindo outros. Mas penso que faz falta uma política orientada para manter os residentes atuais, além de trazer novos habitantes, que faz falta manter as lojas “normais” ao lado das que são para os turistas ou para “bubo’s” (burgueses boémios).

Como se faz? Isso fica para outra crónica!

Quem faz? Todos. Mas com a Câmara. Desde uma Câmara que não pode ser hostil às iniciativas locais, inimiga de quem reside, perseguidora do transporte público. Desde uma Câmara que não promova imagens falsas e grandes investimentos capazes de, ao tentar fazer bonitinho, alterar o caráter da cidade. Desde uma Câmara capaz de despertar as energias de todos, de forma a conseguir evitar a degradação e, sem nostalgias, seja capaz de dar futuro ao passado, sem necessariamente turistificar a cidade ou fazê-la espaço de conforto apenas para alguns.

José Rio Fernandes escreve segundo o novo acordo ortográfico

 

  1. Paulo Guerra Cardoso says:

    Excelente resumo, diagnóstico, visão e coragem para dizer o que muitos pensam mas não conseguem assumir. Não podemos pensar uma cidade “um Porto” que se torne num palco de atuação e deleite dos espetadores, esquecendo a sua força vital que são os seus habitantes. Muitos Parabéns

  2. Rogério Haesbaert says:

    Parabéns pela bela crõnica/crítica a esse processo, que vivemos também aqui, no Rio de Janeiro, e numa escala muito maior, associada à “espetacularização” de uma cidade de megaeventos e que remove milhares de pessoas sem condições de permanecerem nos bairros “revitalizados” (re-vida para quem?). O pior, no nosso caso, é quando o Prefeito passa por cima da Câmara e decreta diretamente sua “legislação de exceção” para viabilizar rapidamente seus projetos e o interesse de grandes empresários. Mas os moradores também se organizam e, à sua maneira, resistem. A posição firme de intelectuais como nós é fundamental nesses processos.

  3. Brilhante artigo. Infelizmente, o Porto continua à mercê dos negócios de ocasião e sem uma visão estratégica, já que, ao longo dos anos foi “centrifugando” e empurrando para os concelhos vizinhos gente que nasceu e viveu na cidade. Parabéns.

    • Porto, cidade encantadora que passa pelo mesmo processo que tantos patrimônios da humanidade e tantas massificações vivenciam . Há esperanças de modificações de posturas publicas e da sociedade civil para a gestão do bem como da comunidade local? says:

      Prezado Jose Alberto, incansavel no seu compromisso com as cidades.
      Porto, cidade encantadora que passa pelo mesmo processo que tantos patrimônios da humanidade e tantas massificações . Há esperanças de modificações de posturas publicas e da sociedade civil para a gestão do bem como da comunidade local? Atitudes e denúncias como essa podem ajudar, mas tudo é efêmero e o valor do mercado muito maior que todos nós. E os nosso políticos …

  4. Márcio M. Valença says:

    Excelente artigo. Aguardo a “outra crônica”! Parece que estas questões dizem respeito a todas as cidades com “vocação” turística (o que inclui Natal, de sol e mar). Quanto à Câmara (ou prefeitura)em Natal, melhor nem comentar…

  5. Rita de Cássia says:

    Excelente leitura da cidade do Porto e de sua dinâmica motivada por processos que que se propagam por diversas partes do planeta, dai ser um contributo importante para todos que estudam as cidades.Parabéns José Alberto!

  6. Anxos Piñeiro says:

    Parabéns, gostei moito desta crónica tan comedida, e tan amena.
    É unha sorte para a cidade ter persoas que estén ben pendentes dela.

  7. Nuno Quental says:

    Também sou dos que gosto de ver a cidade com gente, e com excepção dos magotes na Lello, que têm mesmo de ser controlados, fico muito satisfeito em ver os turistas descobrir a (ainda) bela invicta (não fosse ela invicta, já certamente teria deixado de ser bela…). Penso que estamos ainda muito, muito longe de situações como a de Florença (caso extremo, é certo).

  8. José Nogueira says:

    Uau! Estou mesmo a ver-vos todos em Roma, Londres, Paris ou Nova Iorque, de telefotomóvel na mão a fazer o mesmo que os turistas estrangeiros fazem por cá e a contar aos amigos as maravilhas dessas cidades. Não se esqueçam que há muitos “nativos” dessas cidades,a começar pelos antipáticos parisienses, que há muitos estão fartos dos magotes de turistas que enxameiam por essas grandes urbes que nos encantam. Agora, criticar os poucos investidores que no famigerado consulado de Rui Rio investiram”naquilo que está a dar”, criaram emprego e trouxeram dinheiro, parece-me patético. A propósito, precorram as ruas da Baixa e do Centro do Porto no próximo sábado e deleitem-se com os muitos eventos que vão ter lugar, percam os complexos clubísticos, perdão, partidários e exercam a cidadania…

  9. RF says:

    Quem comanda a escrita é que lê, é certo. Mas, eu que escrevi o texto que outros compreenderam e comentaram, ainda consigo ficar surpreendido por alguns comentários, parecendo que alguém foi contra a presença dos turistas, ou contrário ao investimentos!….
    “A mim, agrada-me ver a cidade com gente, gente diversa e não apenas residente. Gosto de saber que uma parte do emprego e da riqueza dos portuenses resulta da imagem e do ambiente que a cidade oferece, atraindo outros. Mas penso que faz falta uma política orientada para manter os residentes atuais, além de trazer novos habitantes, que faz falta manter as lojas “normais” ao lado das que são para os turistas ou para “bubo’s” (burgueses boémios).”

  10. José Nogueira says:

    Em 30 anos, segundos os censos de 1981 e 2011, respectivamente, Lisboa perdeu 300.000 habitantes e o Porto 100.000. Fenómeno idêntido aconteceu em urbes até bem maiores do que Lisboe e Porto. Basta lembrar Manhattan (que foi perdendo habitantes ao longo do século XX, só tendo recuperado nas últimas) e o “inner circle” de Londres ou Central London ( que ainda não recuperou o nº de habitantes que tinha no início do século XX!), para questionarmos:
    – Será que parte dos actuais habitantes do Porto não quererm continuar a sair para os arredores?
    – Que novos habitantes atrair quando o preço por m2 dos andares em prédios recuperados no Centro é muito superior ao praticado nos concelhos limítrofes?
    – as citadas lojas “normais” agradam aos habitantes do Porto que preferem os Centros Comercias da periferia ou aos novos habitantes, mais jovens, educados e cosmopolitas?
    – Onde entra o Bolhão e Mercado do Bom Sucesso no meio disto tudo?

    • RF says:

      Este é um espaço de opinião. Possivelmente haverá melhor lugar para debate. Mas, não resisto a responder, ainda que as perguntas não resultem do que eu escrevi.
      1. Sim. Se forem de livre vontade, mesmo (e não por não terem casas adequadas a preços razoáveis). Sobre o assunto ver a preocupação inglesa ou francesa com o apoio à criação de um mercado acessível;
      2. Todos. Os estudantes universitários, os que têm dinheiro, os altos, os baixos, os estrangeiros, …
      3. Agradam a quase todos. Mais ainda quando a novidade da estandardização do franchising começa a cansar, assim como os shoppings, sem que vão desaparecer, “penso eu de que”. Ainda assim vejam-se as lojas fechadas nas velhas galerias como o Brasilia e nalguns novos shoppings, como Dolce Vita ou Arrabida Shopping.
      4. Onde os decisores quiserem, seja numa certa dimensão de “comércio património”, neotradicionalismo, disneilandificação-shoppinzação ou reutilização para fim diferente. (Também podem optar por não fazer nada e esperar que caia, como acontece a muitos outros prédios na cidade…)

  11. mas o evento maior da literatura portoalegrense é sem dúvida a Feira do Livro , que acontece anualmente em outubro na Praça da Alfândega , atraindo multidões e constituindo um importante elemento dinamizador no mercado literário brasileiro, atraindo interessados até do exterior e sendo declarada Patrimônio Imaterial da cidade.

  12. José Nogueira says:

    Pois é, Ulysses (terá este nome porque os seus pais eram fâs de James Joyce?, mas por cá em Porto Triste, também conhecida por Invicta, deixou de o ser porque perdeu a batalha pela Feira do Livro, pela 1ª vez em + de 80 (!) anos. Não querem vocês Brasileiros organizar para o ano a Feira do Livro do Porto? Afinal, já foram vocês em exclusivo que patrocinaram o + importante e antigo Festival de Teatro cá do Burgo, o FITEI!

  13. O PAC 2 é um projeto do governo federal responsável pelas obras de melhorias em algumas capitais e nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Estão sendo investidos recursos em metrôs, Bus Rapid Transit (BRTs), corredores de ônibus, veículos leves sobre trilhos e aeromóvel. Na Capital, estão incluídos também os trabalhos de reforma no Aeroporto Internacional Salgado Filho.

  14. José Nogueira says:

    Eh, caras! Esta é uma página de opinião sobre o PORTO, 2ª cidade de Portugal, não sobre PORTO ALEGRE, capital do Rio Grande do Sul. De qualquer maneira, sarabá, meus irmãos irmãos brasileiros!

  15. mas o evento maior da literatura portoalegrense é sem dúvida a Feira do Livro , que acontece anualmente em outubro na Praça da Alfândega , atraindo multidões e constituindo um importante elemento dinamizador no mercado literário brasileiro, atraindo interessados até do exterior e sendo declarada Patrimônio Imaterial da cidade.

  16. Vem isto a propósito da “turistificação”/”gentrificação” do quarteirão das Cardosas (que mereceu reprimenda do ICOMOS e coloca uma nódoa na distinção de Património da Humanidade), das reabilitações elitizantes que produzem apartamentos a €2.000,00 o metro quadrado em casas (que eram) antigas, agora pintadas de cores garridas e com interior modernaço, que mantêm do antigo apenas… as pedras da fachada? Vem isto a propósito de tantas outras coisas, que não param no centro histórico (incluem o Aleixo, por exemplo), nem param na margem direita, porque são feitas também de cestinhas pelo ar, shoppings de restauração a barrar a ligação da cidade com o rio, ou megahotéis para muito ricos. Vem isto a propósito ainda de autocarros, hop on e hop off, tuk tuks e segways, falsos comboios, barcos rabelos a motor ou filas à entrada de ícones diversos (incluindo cafés e livrarias).

  17. José Nogueira says:

    Shelby Dotson tem razão: é ver em Londres a piroseira da Roda Gigante, o pseudo-modernismo da nova City Hall, o novo riquismo do Gherkin na City, a tarifa exorbitante para se entrar na Tate Modern (para ver a porcaria da arte contemporânea, prefiro ir a Serralves. Ao menos fica mais barato!), o preço astronómico pedido pelos apartamentos na margem sul do Tamisa(ali ao lado do kitsch que é o Globe Theatre), a vergonha do Millenium Dome, a arrogância imperial do arco do Wembley Stadium, a cidade fantasma em Canary Wharf (só tem vida das 9 às 5), etc., etc. Podia dar imensos exemplos de Paris, Berlim ou Lisboa. Enfim, aqui no Porto, quando copiamos o que se faz “lá fora” copiamos sempre o pior!
    P.S. É verdade que os Ingleses ficaram chateados por termos trazido para o Douro a barcaça real do Jubileu da rainha? A sério, por causa daquela embarcação sem graça e sem carisma?You must be joking!

  18. ótimo apartamento térreo com pátio privativo, 2 dormitórios, cozinha e banheiro reformado, desocupado, edificio pequeno e baixo custo de comdomínio. agende sua visita!

  19. Vem isto a propósito da “turistificação”/”gentrificação” do quarteirão das Cardosas (que mereceu reprimenda do ICOMOS e coloca uma nódoa na distinção de Património da Humanidade), das reabilitações elitizantes que produzem apartamentos a €2.000,00 o metro quadrado em casas (que eram) antigas, agora pintadas de cores garridas e com interior modernaço, que mantêm do antigo apenas… as pedras da fachada? Vem isto a propósito de tantas outras coisas, que não param no centro histórico (incluem o Aleixo, por exemplo), nem param na margem direita, porque são feitas também de cestinhas pelo ar, shoppings de restauração a barrar a ligação da cidade com o rio, ou megahotéis para muito ricos. Vem isto a propósito ainda de autocarros, hop on e hop off, tuk tuks e segways, falsos comboios, barcos rabelos a motor ou filas à entrada de ícones diversos (incluindo cafés e livrarias).

  20. Para João Paulo Moreira, um dos donos do Baixa Bar, a noite do Porto vai de vento em popa e recomenda-se: “É a quarta cidade de destino turístico prevista para 2012. Há cada vez mais hostels, hotéis e restaurantes a surgir no Porto e há muitos estrangeiros a visitar-nos”, conta.

  21. José Nogueira says:

    Bares, restaurantes, lojas, hostéis, tuc-tucs, autocarros turísticos, aluguer de bicicletas e segways, é o que está a dar. Parvos (como o João Paulo Moreira)são os investidores que apostam no que dá lucro e não naquilo que é “very typical”: peixeiras a vender peixe na rua cobertos de moscas, engraxadores, vendedores invisuais de cautelas, pedintes, tascas imundas, pensões a cheirar a perfume rasca, crianças descalças penduradas nos eléctricos, enfim, ai que saudades ai do meu tempo no Liceu Alexandre Herculano nos idos dos anos sessenta…

  22. Para João Paulo Moreira, um dos donos do Baixa Bar, a noite do Porto vai de vento em popa e recomenda-se: “É a quarta cidade de destino turístico prevista para 2012. Há cada vez mais hostels, hotéis e restaurantes a surgir no Porto e há muitos estrangeiros a visitar-nos”, conta.

  23. Vem isto a propósito da “turistificação”/”gentrificação” do quarteirão das Cardosas (que mereceu reprimenda do ICOMOS e coloca uma nódoa na distinção de Património da Humanidade), das reabilitações elitizantes que produzem apartamentos a €2.000,00 o metro quadrado em casas (que eram) antigas, agora pintadas de cores garridas e com interior modernaço, que mantêm do antigo apenas… as pedras da fachada? Vem isto a propósito de tantas outras coisas, que não param no centro histórico (incluem o Aleixo, por exemplo), nem param na margem direita, porque são feitas também de cestinhas pelo ar, shoppings de restauração a barrar a ligação da cidade com o rio, ou megahotéis para muito ricos. Vem isto a propósito ainda de autocarros, hop on e hop off, tuk tuks e segways, falsos comboios, barcos rabelos a motor ou filas à entrada de ícones diversos (incluindo cafés e livrarias).

  24. Há quem argumente que por todo o Brasil há regiões metropolitanas, onde cidades periféricas acabam articuladas em relação às cidades principais, sem que deixem por isso de ser consideradas cidades. A diferença é que elas são sedes de município. Apesar disso, outros núcleos urbanos do Distrito Federal, hoje chamados regiões administrativas, sempre foram conhecidos por cidades-satélites . Alguns, atualmente, entendem como Brasília apenas a região administrativa de Brasília (formada por parte do Plano Piloto e pelo Parque Nacional de Brasília ), e não todo o Distrito Federal. Contundo alguns destes núcleos urbanos, como Planaltina e Brazlândia , são mais antigos do que a própria Brasília. Planaltina foi município de Goiás , antes de ser incorporado ao Distrito Federal.

  25. a idéia é de fato excelente…mas infelizmente não temos cacife(talvez até temos) e vontade de inovar. No Rio se sair do padrão, vem associações de moradores, pseudo-intelectuais, arquitetos com mais de 60 anos, secretarias de urbanismo…tudo pra ir contra a criatividade. Por isso é uma cidade velha, que não tem fama de ser vibrante moderna, que dê brilho nos olhos de empreendedores, investidores, etc. É a cidade chata. kkkk Mas é uma boa idéia.

Opinião

No Porto24, contamos as histórias que fazem o dia-a-dia do Grande Porto. A nossa missão é ser também um espaço de reflexão e debate. A Opinião é uma plataforma animada por um conjunto de intervenientes e observadores atentos da cidade, que escrevem com regularidade.