5 Dez 2011, 15:57

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Opinião

Porto património mundial: na celebração dos 15 anos

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Cumpre-nos manter o produto cuidado. Reabilitando prédios, embelezando ruas, mas também protegendo as pessoas que lá vivem e atraindo novos habitantes.

A Europa conflitual em que vivemos é também uma luta de memórias. O presente, eis o paradoxo, vai mudando o passado. Rápida ilustração: lemos nalguns livros de história universal que “no século XV começaram a explorar África”. O marketing da história assume-se como instrumento importante de resistência e conservação de identidades.

O reconhecimento do centro histórico do Porto como património mundial, para além de justo, participou dessa afirmação simbólica indispensável à nossa sobrevivência como comunidade cultural.

Esta foi e é uma das consequências simbólicas do gesto. O galardão possui também consequências económicas: tornar atrativa a cidade em termos turísticos. Nesta área têm-se aberto diversas portas para a rentabilização do produto: a multiplicação de ligações áreas via low costs, a inauguração de um novo cais de cruzeiros, o desenvolvimento do turismo de navegação fluvial.

Cumpre-nos manter o produto cuidado. Reabilitando prédios, embelezando ruas, mas também protegendo as pessoas que lá vivem e, ao mesmo tempo, atraindo novos habitantes.

O produto quer-se belo, mas também humano e… portuense.

Rui Tinoco escreve segundo o novo acordo ortográfico

Opinião

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