5 Dez 2011, 16:32

Texto de

Opinião

Importarmo-nos

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Há um pequeno gesto que faz uma grande diferença: frequentarmos, usarmos, cuidarmos e defendermos o centro histórico do Porto.

Centro histórico do Porto

Foto: Filipa Rodrigues

Quando a única coisa que ocorre no centro histórico é a contagem dos anos que passam desde que a Unesco decretou o Porto como Património da Humanidade parece que o fado desta jóia é mais parecido com o das gravuras de Foz Coa do que de uma cidade que percebeu que tratar da sua identidade é essencial para neste presente apertado se projetar num futuro melhor.

Não vale a pena expiar as culpas procurando nos outros, as autoridades, a responsabilidade do que é de todos.

A grande questão é incómoda e é a mesma desde antes do 4 de Dezembro de 1996: como vamos nós ser capazes, todos, de dar vida a este espaço?

O que devemos fazer para melhorar, preservando, este património que temos a obrigação de viver e deixar em melhor estado do que o recebemos?

Há um pequeno gesto que faz uma grande diferença: frequentarmos, usarmos, cuidarmos e defendermos o centro histórico do Porto. Não deixar que as agressões se concretizem, não concordarmos com o abandono de quem diz que não há dinheiro.

Em resumo, importarmo-nos.

Francisco Rocha Antunes escreve segundo o novo acordo ortográfico.

Opinião

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