Imagem de Investigação da U.Porto sobre origem e evolução do coelho na Science e PLOS Genetics

30 Ago 2014, 2:03

Texto de Redacção, com Lusa

Inteligência

Investigação da U.Porto sobre origem e evolução do coelho na Science e PLOS Genetics

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Estudos científicos desenvolvidos no Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO-InBIO) da Universidade do Porto sobre a origem e evolução do coelho são hoje divulgados em dois artigos publicados pelas revistas Science e PLOS Genetics.

Em causa estão dois trabalhos sobre genómica e evolução liderados pelo CIBIO-InBIO/UP e desenvolvidos em colaboração com outras instituições como o Instituto Max-Planck (Alemanha) o Broad Institute do MIT e Harvard (EUA) ou a Universidade de Uppsala (Suécia).

Segundo os seus autores, estes dois artigos chamaram a atenção da comunidade científica internacional porque compilam os resultados de investigação que tem sido desenvolvida ao longo de vários anos no CIBIO-InBIO/UP, acerca da origem e evolução das espécies, usando o coelho como modelo de estudo.

Miguel Carneiro (CIBIO-InBIO-UP), primeiro autor de ambos os artigos explica que “o coelho é um modelo excecional para responder a várias questões de interesse geral em biologia evolutiva: a par da forma domesticada, existem duas subespécies selvagens que hibridam de forma natural na Península Ibérica”.

Além disso, refere, “está distribuído por todo o mundo numa diversidade enorme de habitats. Esta riquíssima história natural oferece oportunidades únicas para responder a múltiplas questões de elevado interesse científico”.

“Para além do seu carácter inovador e do seu importantíssimo contributo para o avanço do conhecimento científico, é fascinante verificar que nestes estudos reside a resposta às duas principais questões colocadas por Charles Darwin: como surgem e evoluem as espécies através de processos de seleção natural e de seleção artificial”, afirma.

No artigo publicado na revista PLOS Genetics, explica-se o processo através do qual se formam novas espécies, usando como exemplo populações das duas subespécies de coelho Europeu existentes na Península Ibérica (Oryctolagus cuniculus algirus e O. c. cuniculus).

A respeito deste processo, Miguel Carneiro refere que “apesar de todos os dias constatarmos a diversidade dos organismos que nos rodeiam, ainda carecemos de uma compreensão sistemática acerca de como estas espécies se originam, evoluem, e acabam a seguir trajetórias evolutivas independentes.”

Por sua vez, no artigo publicado na Science, desvendam-se os mecanismos que estão na base da acumulação de diferenças fenotípicas (neste caso, comportamento) através de processos de seleção artificial e que permitem explicar como foi possível domesticar o coelho selvagem.

Neste artigo, é divulgado pela primeira vez o genoma completamente sequenciado do coelho e demonstrado que “a transformação de um animal selvagem num animal doméstico resulta da modificação de uma diversidade de genes ao nível do cérebro e do sistema nervoso e que influenciam de forma incontornável o comportamento”.

Os investigadores consideram que “estamos perante resultados com fortes implicações ao nível das neurociências”.

“Até agora, nenhum dos estudos de domesticação animal que têm vindo a ser realizados contemplou uma análise tão cuidadosa da variação genética existente ao nível da espécie selvagem ancestral. Entrar em consideração com esta dimensão permitiu-nos identificar as modificações genéticas que ocorreram durante a domesticação do coelho”, sustenta Nuno Ferrand (CIBIO-InBIO/UP), um dos autores do artigo.

Para o investigador, “é surpreendente verificar que, de entre os genes particularmente afetados pelo processo de domesticação, existe um forte enriquecimento de genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso”.

“Mas é claro que isto faz todo o sentido, atendendo às drásticas modificações comportamentais observáveis entre coelhos selvagens e domésticos. É muito provável que uma diversidade idêntica de variantes génicas que afetam este tipo de órgãos ocorra em populações humanas, e que isso contribua para as diferenças que vemos ao nível de personalidade e comportamento”, sustenta.

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