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21 Out 2014, 13:32

Texto de Redacção, com Lusa

Desporto

SAD do FC Porto: Prejuízo de 40,7 ME é “conjuntural e atípico”

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A SAD do FC Porto anunciou esta terça-feira um prejuízo de 40,7 milhões de euros no exercício da época de futebol 2013/14, que os seus administradores consideram “conjuntural e atípico”, e revelou “estar em campo” para encontrar parceiros que substituam, a partir da época 2015/16, a Portugal Telecom (PT) e o Novo Banco (ex-BES), patrocinadores de referência do futebol “azul e branco”.

O administrador para a área financeira da SAD dos “dragões”, Fernando Gomes, justificou os números negativos com os maus resultados desportivos da época passada e o não-registo de cerca de 25 milhões de euros (ME) correspondentes às transferências dos jogadores Mangala e Defour, que apenas podem ser contabilizados no exercício em curso.

Além das verbas alcançadas com a transferência dos 2 passes para o Manchester City e Anderlecht, respectivamente, também os 10 ME da presença da Liga dos Campeões só serão contabilizados no actual ano desportivo, como obrigam as regras da UEFA, já que o FC Porto não garantiu a presença na prova antes de 30 de Julho, conseguindo-o apenas em Agosto, após a disputa de um play-off de acesso.

“O Mundial de futebol trouxe sérios reflexos às contas”, disse o dirigente, durante a apresentação das contas aos jornalistas, esta terça-feira de manhã, no pavilhão Dragão Caixa, explicando assim, por exemplo, a resolução dos contratos com os 2 jogadores referidos, ambos envolvidos na prova que decorreu no Brasil.

Ora, manda o rigor contabilístico, as regras da UEFA e a entidade reguladora – a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – que os valores das transferências, assim como o prémio de presença na “Champions” seja apenas registado nas contas do corrente exercício, “no qual o FC Porto já tem garantidos esses 35 milhões de euros”, disse o responsável.

“Financeiramente, não temos problemas a enfrentar”, reforçou o administrador”, para quem a incorporação dessa verba no actual exercício “é um bom indicador para apresentar bons resultados”.

Segundo os dados anunciados pela SAD, “o resultado líquido consolidado é negativo em 40,701 ME, o que é bastante inferior ao obtido no período homólogo, em que foi positivo em 20,356 ME, principalmente devido à diminuição dos resultados com passes de jogadores”.

O mesmo relatório refere que, “ainda que o resultado de exploração seja negativo, a sociedade continua dentro do valor recomendado pela UEFA para o rácio salários versus proveitos operacionais (…), apresentado um valor na ordem dos 67%”, sendo que o limite é de 70%.

Por outro lado, justificou o recente aumento de capital da SAD numa perspetiva de antevisão “destes resultados negativos”, o que teria de ser realizado até 31 de Dezembro “para que o FC Porto não seja penalizado em função do fair-play financeiro”.

Nesse sentido, relevou o reforço da participação do clube na SAD, que será de 72,5% após a Oferta Pública de Aquisição (OPA), a anunciar na próxima semana: “Como, com a actual legislação, não há limite máximo para a participação dos clubes nas sociedades desportivas, assim bloqueamos o capital social da SAD do FC Porto a qualquer ataque de investidores externos”.

“Assim, são os sócios que controlam a SAD e, quantos às contas, os remendos estão encontrados e executados”, concluiu Fernando Gomes.

“Em campo” para substituir patrocínios

Durante a apresentação das contas de 2013/14, o administrador da sociedade desportiva dos “dragões” admitiu que “a situação do Novo Banco e da PT terá reflexos no final da próxima época”, tendo em conta que ambos terminam a parceria e os patrocínios ao clube.

Ainda assim, Fernando Gomes revelou que “o Novo Banco tem tido, com o FC Porto, uma relação idêntica à que tinha antes do desastre, com uma política de financiamento irrepreensível”, algo que acontece, assegura, porque “também o clube tem idêntico comportamento, é um cliente cumpridor”.

A propósito da relação com aquela entidade bancária, Fernando Gomes revelou ter sido negociada “uma diluição de prazos dos pagamentos” dos compromissos de curto prazo e que o empréstimo obrigacionista que vence em maio “será reformulado para 4 anos”.

Ainda assim, “serão menos dois parceiros a partir da época 2015/16 e, por isso, um duro golpe nas receitas de patrocínios”, revelou o administrador, admitindo ao mesmo tempo que “o FC Porto já está em campo para encontrar novas parcerias”.

A SAD do FC Porto pretende realizar uma operação financeira para reestruturar do passivo, nomeadamente o de curto prazo, no sentido de o estender no tempo.

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