Outros Artigos de Carlos Luís Ramalhão

13 Jul 2016, 15:03

As lágrimas surgiram de novo quando o melhor do mundo ergueu a taça. A criança chorou novamente, mas desta vez de alegria, com uma nação inteira a abraçá-lo à distância.

Quando o melhor do mundo é uma criança

19 Abr 2016, 9:49

No dia 18 de abril de 1930 não houve notícias. Pelo menos, foi essa a decisão da BBC, essa referência incontornável e insuspeita do mundo jornalístico. A simples ideia de um dia sem novidades parece impossível, chega a ser ridícula. Os meus sentidos, sintonizados no século XXI, pasmariam, ressacados, perante tal hipótese.

Toma lá piano

11 Mar 2016, 11:11

Marcelo Rebelo de Sousa é um irreverente hiperativo. Essa caraterística, aliada à imprevisibilidade inerente, pode ser ao mesmo tempo a sua maior qualidade e o seu maior defeito. Dele nunca sabemos o que esperar.

Adeus, Cavaco

6 Fev 2016, 12:18

Ainda David Bowie, concentrado em Blackstar, o álbum que deixou ao mundo em testamento. As palavras em sobe e desce – “ora amargas, ora doces”, como na letra dos Ornatos Violeta – e a música elegíaca, carregadinha de ironias. Como só Bowie saberia fazer. Oiço-o em loop. Em vai-e-vem.

Vai-e-vem

9 Jan 2016, 11:21

Nostálgico? Sempre. Sou português, escrevo uns textos e como farrapo velho como quem vê um velho filme em super 8. What else?

Farrapo Velho

10 Dez 2015, 10:03

Um Donald Trump a dizer trampa pode ser mau; mas não será pior aquele grupo não tão pequeno quanto isso a aplaudi-lo quando ele propõe expulsar os muçulmanos do país, quando muitos deles são tão nacionais quanto a criatura?

Haja cálcio

20 Nov 2015, 16:41

É incalculável a dor dos que lá estiveram em carne e osso, de corpo e alma, em sangue, suor e lágrimas. É inimaginável o horror provocado por aquelas vozes tresloucadas, desumanas, desprovidas do mais básico sentimento.

Je suis ici

31 Mai 2015, 13:25

Quero essa lentidão nas cidades, que contradição tão audaz… Onde “bom dia” tem demasiadas letras, por isso apenas se ergue a mão, quanto muito, por vezes apenas um olhar de fugida. Não há espaço para cumprimentos.

A lentidão

16 Mar 2015, 12:22

Desrespeitando a presença de alguém que convive de perto com uma doença terrível, manifestavam-se contra quem queria ouvir aquela história, porque lhes tapávamos as bancas. Tinham vindo de longe para vender.

A real solidariedade

12 Jan 2015, 18:38

A ideia com que fico ao falar com pessoas que vivem na Graça é muito positiva. Mas gosto do meu estatuto forasteiro. A Lisboa vou beber luz. No Porto interiorizo-a. E no que está bem não vale a pena mexer.

Da Graça

16 Dez 2014, 12:42

Desde que li, há dias, um artigo no The Guardian, oiço uma voz de velhinha com sotaque do Norte de Inglaterra, repetindo-me ao ouvido, “lembra-te do albatroz, lembra-te do bebé albatroz”.

Lembra-te do albatroz

8 Set 2014, 23:42

A princípio, é o silêncio das árvores, o murmúrio inaudível dos companheiros de esplanada. O levantar e aterrar surdos das chávenas nos pires (a puxar a anedota: “o que diz o pires à chávena?”) e a busca de um horizonte na mui limitada panorâmica do local onde me encontro. Não há terra à vista, apenas um mar(alhal) quadriculado de chão e prédios feitos à pressa.

Coisas simples
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